
De repente penetrei na minha infância
E pude lembrar toda minha redenção
Nostalgia do tempo que não volta mais
Quando eu tinha tudo, menos consternação
Subitamente penetrei na minha velhice
Onde voltei a sentir minha remissão
Porém já não tenho mais nada
Hoje identifico o cheiro que entra pela janela
Lembro dos rostos dos meus pais, do meu irmão, e choro
Tenho medo de me olhar no espelho
Pois não sou mais o mesmo
Agora assimilo tudo
Mas não compreendo mais
Ela continua a mesma
A noite tem a mesma aparência
Desde o primeiro dia que me viu
Sem eu sequer poder conhecê-la
Lembrarei do desgraçado que fui e que sou
Não mais poderei uivar
E sobre meu corpo dormirei
E todas as almas que comigo conviveram
Jamais poderão entender
O tamanho do amor que eu sinto por elas
Pois meu fado é padecer
3 comentários:
tipos que meu blog só tem servido de meio de comunicação contigo. haha
mas vale a pena porque esses teus comentários simbólicos são o máximo. :D
mas claro que o melhor de tudo são as tuas postagens arrebatadoras.
vêêê sim. até tenho ele dvd gravado pra dar de presente. vou levar pro beco na próxima vez. hahaha
mas sério, acho que tu vai gostar. justamente por ser desajustado, vai gostar. :)
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