sexta-feira, maio 09, 2008

TORMENTA


De repente penetrei na minha infância

E pude lembrar toda minha redenção

Nostalgia do tempo que não volta mais

Quando eu tinha tudo, menos consternação


Subitamente penetrei na minha velhice

Onde voltei a sentir minha remissão

Porém já não tenho mais nada


Hoje identifico o cheiro que entra pela janela

Lembro dos rostos dos meus pais, do meu irmão, e choro

Tenho medo de me olhar no espelho

Pois não sou mais o mesmo


Agora assimilo tudo

Mas não compreendo mais

Ela continua a mesma

A noite tem a mesma aparência

Desde o primeiro dia que me viu

Sem eu sequer poder conhecê-la


Lembrarei do desgraçado que fui e que sou

Não mais poderei uivar

E sobre meu corpo dormirei


E todas as almas que comigo conviveram

Jamais poderão entender

O tamanho do amor que eu sinto por elas

Pois meu fado é padecer

3 comentários:

juliana moura disse...

tipos que meu blog só tem servido de meio de comunicação contigo. haha
mas vale a pena porque esses teus comentários simbólicos são o máximo. :D

juliana moura disse...

mas claro que o melhor de tudo são as tuas postagens arrebatadoras.

juliana moura disse...

vêêê sim. até tenho ele dvd gravado pra dar de presente. vou levar pro beco na próxima vez. hahaha

mas sério, acho que tu vai gostar. justamente por ser desajustado, vai gostar. :)