Sexta-feira. Aniversário da filhinha de um grande amigo meu, ah, e amiga. Não tinha o que fazer, então fui. Toda galera reunida. As crianças brincam, os adultos bebem e riem. Sempre gratificante encontrar velhos amigos. Comi, bebi e me diverti exacerbadamente. Valeu. Não fosse por um grandalhão bêbado que chegou botando banca. Machuquei um pouco a mão enquanto rolava o espancamento coletivo. Exaltação, sangue, mulheres histéricas, desordem, polícia. Nada de mais.
II
Sábado. Só vagabundeei por aí.
III
Domingo. Meu amigo Gef apareceu pra pegarmos a after duma rave que rolava. Havíamos combinado, contudo não achei que vingaria, enfim, pus qualquer roupa e fui. Sete reais, dinheiro contado, fazer o quê? Sem apêndices, vamos só de bira hoje. Comecei com catuaba. Umas cinco. Talvez sete... Bom, não tenho idéia. Trocando os pés já, sem possibilidade de dialogar. Auê sobre um casal que caíra do poço, fosso, sei lá, do elevador. Festa encerrada. Bombeiros, ambulância, Romeu e Julieta será? Peguei uma ceva e vazamos.
IV
Cidade baixa. Ceva, vinho, refrigerante. Não sei que bar era, mas só tinham lésbicas e gays. Conhecemos duas minas de Sapucaia, eram gente fina. Um magro perguntou se Gef e eu éramos heteros. Confirmamos, então disse que nos apresentaria duas amigas. Não sei se eram as duas sapucaienses que mencionei, não lembro bem.
V
Apagão de memória. Estava na sarjeta. Gef falando “levanta aí, meu!” “Chama a ambulância que eu vou morrer” eu dizia. Não ia nada! Só estava de porre! De novo. Duas garotas, gatas, passam e conversam com Gef: “teu amigo tá pior que eu...” diz uma delas. Ambas se beijam e ralam peito. “Pô, meu, vamo lá, ta cheio de mina, cara!” insiste Gef. Sem condições. Umas vomitadas. Só líquido. Gef disse que era roxo. Sentado numa mesinha na parte de fora de um restaurante, vomito mais um pouco e peço que Gef me compre uma água. Na hora de levantar, caio da cadeira e derrubo a mesa junto. Os garçons surgem, assustados, “estão achando que estão em casa...” Só consigo lembrar da expressão na cara deles, mais nada. Vamos embora.
VI
Casa. Soluço. Abraço no vaso. Chuveiro. Ressaca. Pôrra, uma semana e a mão ainda dói! Hoje tem festa de novo.
Publicado em 12/07/2006 no site da Void

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