sexta-feira, maio 23, 2008

LIMIAR

Conheceram-se ingênuos. Nada sabiam da vida, mas seus corações eram puros como água, sinceros, e oh, meu Deus, a tristeza pungente que nos toma as veias sem perdão e tentamos fugir, tentamos enfrentar, tentamos esquivar, mas ela vai e ela volta e no meio desse tempo a alegria surge apenas para gritar as diferenças entre uma ponta e outra.

E procuramos riquezas ao nosso redor, e não achamos e passamos e continuamos até querer morrer, tanto de desespero quanto de ódio ou lamento.

E o mundo chora junto comigo, tendo eu que vivenciar todos os lados horrendos dos patéticos seres humanos, sem entender porque na verdade todos nós nascemos misantropos na realidade.

E aonde a fortuna vai só para uns pequenos elfos, temos que ver, que sentir, invejar, para ir atrás do que esquecemos, a hipocrisia maldita verte do homem, sem ele querer, porque não sabe o que é.

O amor é o alvo de todo o estratagema, e eles sabem, por Deus no fundo do seu subconsciente eles sabem que são ricos. Os seres mais ricos da face da terra, as almas mais felizes do universo, encontraram um ao outro, sabem, que a chave da porta mais importante e valiosa está no seu peito, ali esta o divino, o cerne, o material abstrato sem preço, inestimável, onde só os animais por serem livres de pensamento carregam naturalmente em seus corpos bárbaros, cada um o mesmo tesouro, dado apenas às almas que não tem o discernimento de bem ou mal, apenas seguem livres seu faro.

E todos são protagonistas.

E apenas com dor, com êxtase, dopado, e estados assim se pode compreender, estágio insuportável para os humanos porque somos erradamente fabricados, inaptos no lugar onde nascemos, pois nem mesmo sabemos caminhar.

E partimos tendo que carregar a sina de não saber se haverá continuidade, carregando o que nem elefantes conseguiriam levar, o peso de todo essa riqueza e desconhecendo o que tudo aprendeu, a não ser a sua vida.

3 comentários:

juliana moura disse...

ai. a anomia tá me perseguindo.

pra tudo que é coisa que eu olho, aí tá ela. :O

juliana moura disse...

publiquei, darling. :*

e é um pouco anômico (?). tô cercada por todos os lados. haha

juliana moura disse...

"Só resta ter esperança. Eu não penso assim, contudo é um belo discurso, não?"

haha que sensacional. :D

sabe que desde que conheci eu me apaixonei por durkheim, weber e a escola de frankfurt, mas tem que ter paciência, minha especialidade inversa. Oo