sábado, abril 05, 2008

WHISKY COM GUARANÁ

Festa Orgasmo de eletrorock. Não pretendia me mexer, mas resolvi ligar pro Mauro e quando faço isso, aumento a probabilidade de sair em 50%, pois ele tem sempre uma carta na manga. Estou sem grana e quase vendendo meus móveis pra poder bancar minhas noitadas, mas enfim, que se foda. O que me impeliu também pra essa farra foi que se pagavam 25 pilas e a bebida era liberada.


Abrimos os trabalhos com whisky e refrigerante. O ambiente estava morno, então a banda She’s OK fez um pocket show para sacudir a galera. Mauro e eu já estávamos “prontos” àquela altura. Ficamos em frente à caixa de som e a festa começava a ficar boa. Tudo graças ao Mauro, pois nesta noite, ele realmente estava com o cu virado pra lua. Nunca o vi tão inspirado quanto nessa ocasião e acabei pegando carona.


Chegamos junto duma turma de garotas próximas ao palco tirando fotos entre elas enquanto se beijavam. Mauro passou a fotografá-las e quando percebi, estávamos todos dançando junto. Elas beijavam também uma dupla masculina onde ambos formavam um casal. As meninas eram liberais, notei, não só lésbicas. Beleza. Uma delas usava um chapéu pitoresco rosa que de repente estava na minha cabeça, tamanha minha distração. Reparei na dona dele, entre milhões e milhões de mulheres, de vez em quando se vê uma que bate com a gente. Há qualquer coisa no formato do corpo, na distribuição do conjunto, uma determinada característica, uma coisa, enfim, que impede o sujeito de se conter. Tinha o tamanho, os quadris, e a textura da pele do modo exato que eu gosto. Colei por trás dela, a coisa desenrolou, virei-a rapidamente e enfiei a língua naquela boca. Nesse meio tempo, Mauro pegava uma arranha-céu do grupo e outra que usava uma coroinha estilo miss.


Distraí-me novamente e Mauro pegara mais uma baixinha que não pertencia à trupe. Não sei direito como aconteceu, mas a amiga desta última, uma gordinha, veio tirar uma foto comigo. Dei uma lambida nela na hora da foto e ela me beijou então. Daí a pitoquinha que estava com Mauro ficou comigo e a minha com ele. Foi aí que a baixinha pediu que Mauro e eu nos beijássemos. Ele disse que não dava porque éramos irmãos. Boa resposta. Acho que ela não se conformou e apareceu com um amigo e me perguntou “você é gay?” Sinto te desapontar, mas só pego mulher, respondi, e agarrei logo ela. Nisso, Mauro fazia uma nova vítima, desta vez uma loira, que por sua vez, também ficou com a baixinha. Fotos e mais fotos rolaram e voltei a pegar a mais fofa e depois a baixinha e, bah, as mesmas, e continuou nesse ritimo até dar uma acalmada. Curto pacas essa promiscuidade, mas ainda prefiro conhecer uma única mina legal numa festa e, às vezes, vale mais ficar com uma dessas a noite inteira do que fazer rodízio. Em suma, foi divertido.

Mauro, acho que se empolgou em demasia e pegou uma baranga que, cruzes, era sinistra. Em seguida catou uma última alemoa, me pediu camisinha e foi pro carro. A festa esfriou, perdi meu gorro e ainda tive que esperar do lado de fora do carro a alemoa terminar o boquete em Mauro. Sem problema.

Publicado em 26/07/2006 no site da Void

2 comentários:

Anônimo disse...

além de lindo tu escreves tri bem !

=*

Ana Maria Oliveira disse...

É caso para dizer... puxa você é demais!!!!